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Contas da prefeitura de Elói Mendes em 2025

Quanto a prefeitura arrecadou, quanto se comprometeu a gastar e como fechou o ano: os números que ela mesma declarou ao Tesouro Nacional, explicados sem jargão.

Tesouro Nacional · DCA 2025

Em 2025, a prefeitura de Elói Mendes (MG) arrecadou R$ 154,57 milhões. Depois de descontar R$ 13,76 milhões (a parte que vai para o FUNDEB e devoluções), ficou com uma receita líquida de R$ 140,81 milhões. Ela se comprometeu a gastar R$ 113,53 milhões (despesa empenhada). A receita superou a despesa em R$ 27,29 milhões (19,4% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Isso dá R$ 4.139 de gasto por habitante, considerando 27.429 moradores (estimativa do IBGE para 2025).

Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

Ano fechado de 2025, como declarado ao Tesouro

R$ 140,81 milhões
Receita líquida
o que a prefeitura arrecadou e recebeu no ano, depois de descontada a parte do FUNDEB
+10,2% em relação a 2024
R$ 113,53 milhões
Gasto comprometido
o dinheiro reservado para pagar, mesmo que a entrega ou o pagamento venham depois
−12,5% em relação a 2024
R$ 27,29 milhões
Sobrou dinheiro (superávit)
19,4% da receita líquida
R$ 4.139
Despesa por habitante
despesa ÷ 27.429 habitantes (estimativa do IBGE, 2025)

O que chama a atenção nos números?

Destaques escolhidos por regras fixas a partir das contas de 2025: no máximo três, com os mesmos critérios para todas as cidades.

A receita cresceu mais que a despesa

A receita líquida variou +10,2% em relação a 2024; o gasto comprometido, −12,5% (valores da época, sem descontar a inflação).

Gasto por morador abaixo das cidades de porte parecido

Elói Mendes se comprometeu a gastar R$ 4.139 por morador em 2025, 31% a menos que a cidade típica com 20.000 a 50.000 habitantes.

Esses destaques descrevem diferenças e tendências. Sozinhos, não indicam boa ou má gestão nem irregularidade. As variações são nominais, sem descontar a inflação.

O que cada palavra quer dizer

Receita
todo o dinheiro que entra nos cofres da prefeitura: impostos e taxas da cidade, repasses do governo federal e do estado, rendimentos.
Receita líquida
a receita depois de tirar o que a prefeitura repassa ao FUNDEB (fundo da educação básica) e as devoluções. Não quer dizer que todo esse valor esteja livre: parte tem destino definido, como educação e saúde. Atenção: não é a Receita Corrente Líquida (RCL) da Lei de Responsabilidade Fiscal, usada para os limites de gasto com pessoal e de dívida.
Gasto comprometido (despesa empenhada)
o valor que a prefeitura reservou e se comprometeu a pagar. O empenho vem antes da entrega do serviço e do pagamento.
Sobrou ou faltou (superávit e déficit)
a receita líquida menos o gasto comprometido no ano. Se sobra, é superávit; se falta, é déficit. Não é, sozinho, sinal de boa ou má gestão.
Por habitante
o valor total dividido pelo número de moradores, para comparar cidades de tamanhos diferentes.

Do compromisso ao pagamento em 2025: o caminho do dinheiro

Quando a prefeitura gasta, o dinheiro passa por três etapas. Os valores abaixo não incluem as despesas entre órgãos da própria prefeitura.

R$ 113,53 milhõesComprometido
o dinheiro foi reservado
R$ 110,63 milhõesEntregue
o serviço ou a compra foi entregue
R$ 108,29 milhõesPago
o dinheiro saiu do caixa
EtapaValorDo comprometido
ComprometidoR$ 113.526.146100%
EntregueR$ 110.626.33597%
PagoR$ 108.291.77995%

Os valores são do próprio ano: não incluem o pagamento de dívidas de anos anteriores, então não mostram, sozinhos, se a prefeitura deve ou não.

De onde veio o dinheiro da prefeitura de Elói Mendes em 2025?

De cada R$ 100 que a prefeitura arrecada, R$ 78,40 vêm de repasses do governo federal e do estado, R$ 12,70 de impostos e taxas da própria cidade e R$ 8,90 de outras fontes.

Repasses do governo federal e do estado · 78,4% Impostos e taxas da própria cidade · 12,7% Outras fontes · 8,9%

Os três percentuais foram arredondados para uma casa decimal; quando a soma não dá 100%, a diferença vai para a parte com maior resto.

O detalhe, em três grupos

FonteValorDa receita bruta
Repasses do governo federal e do estadoFPM, ICMS, IPVA, FUNDEB, SUS e outros valores enviados pelo governo federal e pelo estado.R$ 121,13 milhões78,4%
FPMFundo de Participação dos Municípios: repasse da União, dividido entre as cidades.R$ 48,09 milhões31,1%
FUNDEBfundo da educação básica: o dinheiro volta para a educação, mas parte da receita foi descontada para formá-lo.R$ 22,04 milhões14,3%
ICMSparte do imposto estadual sobre mercadorias e serviços que cabe à cidade.R$ 18,47 milhões11,9%
SUSrepasses da saúde, vindos da União e do estado.R$ 15,98 milhões10,3%
IPVAparte do imposto estadual sobre veículos que cabe à cidade.R$ 6,58 milhões4,3%
Demais repassesR$ 9,97 milhões6,4%
Impostos e taxas da própria cidadeo que o próprio município arrecada: IPTU, ISS, ITBI, taxas e o imposto de renda retido dos salários e serviços que a prefeitura paga.R$ 19,67 milhões12,7%
ISSimposto sobre serviços prestados na cidade.R$ 7,56 milhões4,9%
IPTUimposto sobre imóveis urbanos.R$ 4,55 milhões2,9%
ITBIimposto sobre a compra e venda de imóveis.R$ 3,74 milhões2,4%
IRRFimposto de renda retido na fonte sobre o que a prefeitura paga a servidores e fornecedores.R$ 3,36 milhões2,2%
Demais impostos e taxasR$ 466,3 mil0,3%
Outras fontesrendimentos de aplicações, aluguéis, serviços cobrados e contribuições.R$ 13,77 milhões8,9%

Os três grupos somam a receita bruta. As linhas recuadas são partes do grupo acima delas; o que não aparece em nenhuma linha fica em “Demais”.

A receita bruta inclui o que a prefeitura recebe do FUNDEB. O que ela entrega para formar o fundo é outra coisa: é descontado à parte, no cálculo da receita líquida.

Para onde foi o dinheiro da prefeitura de Elói Mendes em 2025?

As áreas que mais receberam em 2025, pelo gasto comprometido: compromissos assumidos no ano, não necessariamente já pagos.

ÁreaValorDo total
EducaçãoR$ 40,76 milhões35,9%
SaúdeR$ 37,37 milhões32,9%
UrbanismoR$ 7,54 milhões6,6%
SaneamentoR$ 7,07 milhões6,2%
AdministraçãoR$ 4,8 milhões4,2%
TransporteR$ 2,68 milhões2,4%
Assistência SocialR$ 2,58 milhões2,3%
Encargos EspeciaisR$ 2,08 milhões1,8%

Ver todas as áreas em "A cidade em números"

A parte de cada área no total não serve para conferir os mínimos que a Constituição exige para educação e saúde: esses usam outra base de cálculo.

Elói Mendes comparada com outras cidades em 2025

Quanto a prefeitura gastou e arrecadou por morador, ao lado da cidade típica de cada grupo.

Gasto por habitante

Em 2025, a prefeitura de Elói Mendes gastou R$ 4.139 por morador.

  • Elói MendesR$ 4.139
  • Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes)R$ 5.965
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais)R$ 6.790
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.212
  • Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes): R$ 5.965. Elói Mendes gastou 31% a menos.
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais): R$ 6.790. Elói Mendes gastou 39% a menos.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.212. Elói Mendes gastou 43% a menos.

Receita líquida por habitante

Em 2025, a prefeitura de Elói Mendes recebeu R$ 5.134 por morador (receita líquida).

  • Elói MendesR$ 5.134
  • Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes)R$ 6.175
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais)R$ 7.214
  • Cidade típica do BrasilR$ 7.534
  • Cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes): R$ 6.175. Elói Mendes recebeu 17% a menos.
  • Cidade típica do estado (Minas Gerais): R$ 7.214. Elói Mendes recebeu 29% a menos.
  • Cidade típica do Brasil: R$ 7.534. Elói Mendes recebeu 32% a menos.

Gastar mais ou menos não quer dizer gestão melhor ou pior: depende do tamanho da cidade, dos serviços que ela oferece e dos repasses que recebe.

Por que “por morador”? Para dar para comparar cidades de tamanhos diferentes. “Cidade típica” é a do meio da lista de cada grupo: metade das cidades teve valor maior e metade menor (a própria cidade entra no grupo). Todas usam o mesmo ano e a mesma conta.

Como chegamos nos números de 2025

A conta, passo a passo, com os valores que a prefeitura declarou.

Receita arrecadada (bruta)R$ 154.574.037
menos: dedução para o FUNDEB− R$ 13.679.072
menos: outras deduções (devoluções)− R$ 83.488
igual a: receita líquidaR$ 140.811.477
Gasto comprometido, ou despesa empenhada (sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura)− R$ 113.526.146
Resultado: receita líquida menos gasto comprometidoR$ 27.285.331

Os valores são os do município como um todo, como declarado ao Tesouro (inclui a Câmara Municipal).

Outros sites podem mostrar a receita bruta, a despesa paga ou incluir as operações intra-orçamentárias, e por isso os números às vezes diferem. Aqui usamos os dados que a prefeitura declarou ao Tesouro Nacional, com a receita depois das deduções e a despesa empenhada sem as operações intra-orçamentárias.

Perguntas frequentes sobre as contas de Elói Mendes

Quanto a prefeitura de Elói Mendes arrecadou em 2025?

Arrecadou R$ 154,57 milhões (receita bruta). Descontadas as deduções do FUNDEB e outras (R$ 13,76 milhões), a receita líquida foi de R$ 140,81 milhões.

Quanto a prefeitura de Elói Mendes gastou em 2025?

Comprometeu-se a gastar R$ 113,53 milhões (despesa empenhada, sem as despesas entre órgãos da própria prefeitura). Desse valor, R$ 110,63 milhões já tinham sido entregues em serviços e compras (liquidado) e R$ 108,29 milhões tinham sido pagos.

A prefeitura de Elói Mendes teve superávit ou déficit em 2025?

A receita superou a despesa em R$ 27,29 milhões (19,4% da receita): é o que se chama de superávit orçamentário. Esse resultado não quer dizer, por si só, que sobrou ou faltou dinheiro no caixa: a prefeitura pode usar recursos guardados de anos anteriores.

De onde vem o dinheiro da prefeitura de Elói Mendes?

78,4% da receita vêm de repasses do governo federal e do estado (como FPM, ICMS, FUNDEB e SUS), 12,7% de impostos e taxas da própria cidade (como IPTU e ISS) e 8,9% de outras fontes.

Qual é o gasto por habitante de Elói Mendes?

Em 2025, a prefeitura gastou R$ 4.139 por habitante (27.429 habitantes, estimativa do IBGE). Na cidade típica de porte parecido (20.000 a 50.000 habitantes), foi de R$ 5.965.

Por que os números diferem de outros sites?

Os critérios mudam: receita bruta ou líquida (depois das deduções); despesa empenhada, liquidada ou paga, com ou sem as operações intra-orçamentárias; população do Censo ou estimativa do IBGE. Aqui usamos os dados da DCA declarados ao Tesouro Nacional: receita líquida, despesa empenhada sem operações intra-orçamentárias e a estimativa do IBGE do ano.

Baixar os números

Receita, deduções, origem do dinheiro e despesa por área, em planilha (CSV). Uso livre, citando a fonte.

Baixar CSV de Elói Mendes

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